O que fazer com o nosso lixo doméstico?

Eis a questão, que parece simples e que todos querem e deseja, mas no momento em que se discute uma ação definitiva, até mesmo pessoas esclarecidas são contra. E, até se compreende de seus motivos: É que, a batalha da comunicação entre Poder Público Municipal e a sociedade, não mereceu a devida atenção. Quem “deitou e rolou” na falação sem pé nem cabeça, foram os oposicionistas, que não estão preocupados com Nova Andradina e com o seu futuro, mas sim apostam no “quanto pior melhor”.

Um dos flagrantes do lixão a céu aberto de Nova Andradina, que a atual administração municipal quer colocar um basta neste verdadeiro descalabro

Se quisermos de fato uma cidade preocupada com futuro das gerações vindouras, temos que ter rede de esgoto, tratamento do lixo doméstico, que aqui produzimos em torno de 70 toneladas/dia, água encanada de boa qualidade, saúde, educação, moradias e assim em diante. Cada benefício deste, onera os cidadãos, são os chamados Impostos, que ninguém sem sã consciência gostaria de pagar. Eu pessoalmente não gostaria de pagar imposto algum.

Surgiu de uns dias para cá, uma espalhafatosa campanha, feita por um grupelho de oposicionistas, que apesar de estarem em seu direito de fazerem oposição, creio que desta vez estão prestando um desserviço aos cidadãos ao não quererem explicar de fato como irá funcionar essa cobrança do tratamento do lixo doméstico de Nova Andradina. Como se diz, “dinheiro não dá em arvores”, portanto de algum lugar o custeio para o tratamento deste lixo, que se acumula em nossa cidade há 50 anos, contaminando o lençol freático, causando inúmeras doenças a população, mau cheiro e uma infestação terrível de moscas e, se nada for feito, via continuar tudo igual.

Agora a tarde (quinta-feira, dia 14), o senhor prefeito Gilberto Garcia, convocou uma entrevista coletiva com os órgãos de imprensa local, para esclarecer a falar o que de fato ocorrerá com o custeio do tratamento do lixo produzido pela cidade de Nova Andradina e Casa Verde.

Não é verdade os boatos que circulam nos bastidores, quando falam pelos cotovelos, que haverá uma tal de “taxa” do lixo. Isso não condiz com a realidade. Sim, nós teremos que arcar com este custo, mas para os padrões de Nova Andradina, acredito ser de baixíssimo valor.

Vejamos alguns exemplos, começando pela residência do senhor prefeito Gilberto Garcia, que reside no centro da cidade e que possui uma casa de 311 metros quadrados de área construída. Sabem quanto ele, o prefeito pagará mensalmente pelo tratamento do lixo doméstico? Respondemos: R$ 14,71; Casa do secretário de Finanças, Valter Fernandes, que mora no bairro Capilé, cuja área construída é de 371 metros quadrados, pagará R$ 16,78; uma casa de 42 metros na Vila Operaria, R$ 1,84 e, quanto pagaria um casa no Bairro Morada do Sol, com 35 metros quadrados? Apenas R$ 1,53, e não 100, 200 ou até trezentos reais, como anunciaram alguns mal-intencionados, que não estão nem um pouco preocupados com a cidade de Nova Andradina e seus moradores.

Agora, cabe aos senhores vereadores aprovarem ou não essa melhoria. Se quiserem uma cidade futurista, que pensa no bem comum de sua população, que aprovem a Lei que irá subsidiar esses custos mensais, que chegam ao valor de R$ 147.500,00 mensal, ou algo em torno de R$ 2,80 per capita.

Caso contrário, iremos continuar com a imundice do lixão que a todos incomoda e que tanto mal faz a saúde de todos os cidadãos.

Creio que deveremos focar no futuro, notadamente no que tange a preservação do meio ambiente para as gerações futuras.

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